terça-feira, 15 de maio de 2012

Loucura e arte


É comum associarmos genialidade a loucura. Mas nem sempre o gênio é louco. Um estudo, feito em 1994, pelo psiquiatra Felix Post (“Criatividade e psicopatologia: Um estudo de 291 personalidades”), analisou a biografia de grandes cientistas, filósofos, estadistas, pintores e músicos e tentou achar a prevalência de distúrbios mentais nesses indivíduos. O resultado é que eles são até normaizinhos. Entre os cientistas, um terço não apresentava nenhum indicio psicopatológico relevante. Entre políticos e compositores, a incidência de loucura era baixíssima.
No entanto, entre os grupos pesquisados, um deles destoa: o dos escritores. Entre eles, 88% possuíam traços de psicopatologia acentuados e 72% sofriam de depressão profunda, índices espantosamente altos em relação ao restante da população. E dentro do grupo, os poetas são mais propensos ao transtorno bipolar, mas são mais sociáveis e menos introspectivos do que os romancistas que têm uma inclinação grave à depressão, ao vicio e à disfunção afetiva.  
Cinquenta escritores foram analisados. Apenas um foi considerado normal: Guy de Maupassant. Os mais desequilibrados? Tolstói, Fitzgerald, Hemingway e Joyce. O que faz do gênio um louco? Para Hemingway, o bom escritor é basicamente um solitário. Conclui-se que, para ser um bom escritor, não há a necessidade de ser louco, mas ajuda. Para eles, a loucura é uma porta aberta para o mundo. Pena que eu seja normalzinho... 

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